Pequeno Historial
Nas memórias paroquiais de 1758 já se falava que existia a Capela de Santa Luzia onde afluíam devotos que tinham grande devoção a esta Santa, advogada da vista, onde havia já três Irmandades: uma eclesiástica das almas e duas de leigos, a do Senhor dos Passos e outra de Santa Luzia. Estas duas com o decorrer dos tempos fundiram-se na actual Confraria dos Santos Passos do Senhor e Santa Luzia.
Esta Confraria foi criada com o objectivo principal de promover a Procissão dos Santos Passos que se vem fazendo no Domingo de Ramos e que traz a esta terra milhares de peregrinos que todos os anos não esquecem a sua devoção ao Senhor dos Passos e à Senhora das Dores. É um acto único nesta região pelo facto de ser uma tradição muito antiga e nunca deixar de se fazer desde o século XVIII.
Manuel da Mota Silva e esposa - juízes nos anos 1995 e 1996
Juízes ao longo do tempo
Desde 1955 até aos dias de hoje tem havido juízes que têm custeado todas as despesas da procissão dos passos, a saber:
(seleccione o ano)
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Irmãos
A Confraria dos Santos Passos do Senhor tem irmãos espalhados por várias freguesias (Vilarinho, Pico S. Cristóvão, Pico de Regalados, Mós, Prado S. Miguel, Coucieiro e Sande) e que ainda hoje contribuem, anualmente, com as suas quotas estipuladas nos estatutos. Há pessoas na freguesia que se prezam e têm tido grande cuidado em deslocar-se a essas paróquias, perdendo dias de trabalho ou de descanso para efectuarem a cobrança dessas quotas. Em muitos casos, há pessoas que não fazem parte da Irmandade e dão também essas ofertas pela devoção ao Senhor dos Passos.
Em tempos mais remotos havia um maior número de paróquias e todos os anos a Confraria nomeava grupos de pessoas para efectuarem aí os peditórios. Ainda há pouco tempo, grande parte dava milho, centeio, linho... Este costume acabou e neste momento apenas continuam nas freguesias, acima referidas, onde há irmãos.
1996 - Eram estas as pessoas que efectuavam os peditórios
Actualmente
A partir do ano de 2008, a cobrança das quotas vai ser feita pelos seguintes elementos:
José Vilela Ribeiro e Delfina Alves da Mota - Vilarinho, Pico (S. Cristóvão), Prado (S. Miguel) e Sande.
João Pimenta da Silva Vilela e Armando Pereira da Costa - Pico de Regalados.
Agostinho Ferraz Pimentel e Manuel Augusto Mota Fernandes Tuna - Coucieiro e Mós.
Constituição da Confraria
Elementos da Confraria em 1996
Da esquerda para a direita: Prof. Ernesto Alves Ferreira (Tesoureiro); Padre João Luís Teixeira Sampaio (Juiz); Prof. Salvador António Sousa (Secretário); Franklin Vilela Meireles (Vogal).
Actualmente
Presidente - P. Joaquim Filipe Dias Antunes
Secretário - Franklin Vilela Meireles
Tesoureiro - Prof. Salvador António Meireles de Sousa
Vogais - José Vilela Ribeiro; Delfina Alves da Mota; António de Sousa Araújo.
Painel colocado no interior da Capela de Santa Luzia. É visível o fragmento de pedra do Calvário trazido pelo pároco, Padre Joaquim Filipe, da Terra Santa.
Requalificação do Monte de Sta. Luzia
(2011)
A Confraria está a dar seguimento à requalificação do Monte de Sta. Luzia (área envolvente aos escadórios). Esta obra deve estar concluída, parte dela, até 31 de Dezembro de 2011.
O projecto, na sua totalidade, vai ter um custo que ronda os €100 000,00. O financiamento aprovado pela ATAHCA (Proder) foi no valor de €61.129,98. Para este valor, a ATAHCA comparticipa com 60% (€36.677,99) e a Confraria dá o restante (€24.451,99). A Junta de Freguesia vai subsidiar com €10 000,00 em quatro prestações. A restante verba (obras que não foram aprovadas pela ATAHCA) vai ser custeada pela Câmara Municipal e Confraria: parque de merendas, pavimentação dos acessos às casas de banho e salão, passeios, parque de estacionamento, electrificação, Via-sacra, rega automática, relva, máquinas...
Não podemos esquecer as obras já efectuadas: remodelação exterior e interior da capela de Sta. Luzia (pinturas, telhado novo no alpendre com o respectivo isolamento, restauro do tecto em madeira, aparelhagem sonora e restauro do coro, electrificação renovada) e pavimentação do adro, requalificação da Capela do Horto (pinturas interior e exterior, telhado novo e respectivo isolamento, electrificação) e sua área envolvente; restauro das Capelas do Encontro (pinturas interior e exterior, pavimentação do piso em granito e restauro do altar) e da Cana Verde (telhado novo, pinturas interior e exterior, restauro do coro, douramento do altar-mor e restauro do tecto, electrificação renovada); ligação da corrente eléctrica; ligação à rede da EDP; instalação de cabos subterrâneos para fornecimento de energia a todas as capelas, assim como o restauro de várias imagens da Confraria.